Os participantes revelam o logotipo da Aliança de Inovação e Compartilhamento Elétrico China-Brasil no domingo no Rio de Janeiro, Brasil. MAY ZHOU/CHINA DAILY
A Aliança de Inovação e Compartilhamento Elétrico China-Brasil, criada como uma plataforma para compartilhamento de informações e inovação tecnológica para o desenvolvimento dos setores de energia em ambos os países, foi lançada oficialmente no domingo, véspera da 19ª Cúpula do G20.
Liderada pela State Grid Brazil Holding e pelo Ministério de Minas e Energia do Brasil, a EISA será composta inicialmente por 15 membros, incluindo empresas, institutos de pesquisa, universidades e agências governamentais de ambos os países.
“A nova rodada de revolução tecnológica em energia verde, de baixo carbono e inteligente está impulsionando a transformação energética”, disse Sun Tao, presidente da State Grid Brazil Holding. “Como um participante ativo no setor de transmissão de energia do Brasil, estamos comprometidos em construir equipamentos de energia de baixo carbono, limpos, eficientes e seguros para a China e o Brasil.”
Embora a China tenha ajudado o Brasil a desenvolver seu sistema de transmissão de energia, a transformação para energia verde exige que ambos os países trabalhem juntos para enfrentar os novos desafios, disse Sun.
Sun acrescentou que o grupo se concentrará primeiro em como integrar melhor a energia renovável à rede para atender à demanda futura complexa. Os membros da aliança esperam compartilhar recursos para estabelecer conjuntamente padrões internacionais para o setor.
Thiago Barral, secretário nacional de Transição Energética e Planejamento do Ministério de Minas e Energia, disse que, para chegar ao patamar de um país desenvolvido, o Brasil precisa mais que triplicar sua produção e uso de eletricidade.
“Atender a esse crescimento na demanda, mantendo as características altamente sustentáveis e renováveis da nossa rede elétrica, é um desafio do nosso tempo”, disse Barral. “Também precisamos abordar e garantir que nossos sistemas possam se adaptar a eventos climáticos extremos e mudanças climáticas, além de garantir a segurança cibernética.”
Ele disse que a inovação tecnológica avançada e o planejamento de políticas públicas são necessários para enfrentar os desafios.
Barral disse que China e Brasil compartilham muitos dos mesmos desafios. “É por isso que o Ministério de Minas e Energia reforçou e reiterou seu apoio à criação e lançamento da aliança”, disse ele.
Thiago Prado, presidente do Escritório de Pesquisa Energética, disse que, no âmbito do EISA, representantes de sua organização e do Ministério de Minas e Energia visitarão a China, com foco em tecnologias de corrente contínua de alta tensão no curto prazo.
Prado disse que para implementar os planos do Brasil de expansão no setor de energia, uma grande quantia de dinheiro será investida, proporcionando oportunidades para organizações como a EISA desenvolverem a tecnologia necessária.
Jin Wei, vice-gerente geral da State Grid Corp da China, disse que a plataforma apoiará pesquisas tecnológicas e científicas para garantir inovações nos setores de energia dos dois países.
“A China e o Brasil têm responsabilidades importantes, especialmente na operação de desenvolvimento de energia renovável em larga escala”, disse Jin.
A Aliança para Inovação e Compartilhamento Tecnológico no Setor Elétrico (EISA, na sigla em inglês para Electric Innovation and Sharing Alliance) foi formalizada no domingo (17/11) e destacada pelos principais meios de comunicação do Brasil e na China. Clique para ler o artigo do China Daily (em inglês).
New electric sharing alliance to promote low-carbon energy – World – Chinadaily.com.cn


